quinta-feira, 8 de julho de 2021

O que é Magia?


 

Será que existe Magia?! Perguntaram a mim a um tempo atrás, e sim, existe Magia....

Mas o que é Magia? Primeiramente devemos iluminar a palavra Magia, pois esta foi e é utilizada na cultura pop, na cultura em geral, na história, nos filmes e desenhos por aí, cada um criou um aspecto do que seria Magia...

Então vamos falar do que não seria Magia: Magia não é milagre, e Mago não é milagreiro, muitas vezes por detrás desta pergunta há a ideia pré-concebida de que Magia é ir contra as leis universais e fazer o que se deseja ou criar qualquer coisa que se pense, sem se importar com as consequências ou com manipulações de mentes alheias, nada disto é Magia.

Magia é a capacidade de entrar por outras portas e realidades, é caminhar paralelamente a estas leis universais (sim, elas existem também) e trazer e realizar mudanças e transformações necessárias, o Mago mergulha nestas realidades do inconsciente e abre determinadas portas, encontra acesso por determinados caminhos ocultos pela maioria, e assim consegue transformar e reconduzir aquilo que precisa e tudo aquilo que é possível ser realizado.

Magia é ir além do que é considerado a realidade vigente, e encontrar outros aspectos muito mais profundos e até abstratos, através desta sopa de energias, deste caldo conduzir sim transformações importantes e necessárias diante do processo que está à tona.

Mas voltando, Magia não é milagre, milagreiros não existem, assim como não existe xarope que cura todas as doenças, ou subterfúgios da realidade. Na Magia não há falsas promessas em que não se colherá o que plantou, ou que a responsabilidade não precisará ser assumida. Magia é consciência plena de seus atos, e responsabilidade em seus domínios.

A Magia está relacionada quase sempre também com os 4 elementos, com os processos alquímicos de condensação, transmutação, coagulação etc. Nos 4 elementos temos o ar, o fogo, a terra e a água, a interação e manipulação de cada um destes confere uma mudança ou estado de diferenciação original, possibilitando uma cura, uma renovação, um despertar, aquilo que se busca com isto.

E porquê dos 4 elementos, e o éter onde estaria?

Pode-se falar através dos números e suas realidades, no 0 absoluto não havia nada, tudo era mistério... e do nada criou-se o 1, o Imanifesto, o Todo, e deste 1 gerou o 3, a trindade, muitas religiões possuem uma trindade: Pai, Filho, Espírito Santo/ Brahma, Vishnu, Shiva/ Ísis, Hórus, Osíris, e assim por diante; assim como a Sagrada Família: Pai, Mãe e Filho, que existem dentro de cada um de nós, nossa consciência não é una, ela é pelo menos trina, temos em nós um pai, uma mãe e um filho, cada uma destas cadeiras devidamente ocupadas, e da interação destes passamos a caminhar em nosso mundo interno e externo.

O 3 é um triângulo, e todo triângulo é uma passagem, um portal, mas toda passagem não serve como uma base sólida, como algo de formação concreta, tem-se então uma base 4, os 4 elementos (fogo-terra-ar-água), e sua manipulação e contato possibilita as mudanças, e por quem? Por uma das pontas faltantes, no caso o éter, o operador, o alquimista, aquele que manuseia e põe o processo em funcionamento, um pentagrama, a estrela de cinco pontas. Este alquimista através da manipulação bem sucedida gera um hexagrama, uma estrela de 6 pontas, o equilíbrio dos opostos, a união alquímica gerando o que antigamente era chamado do ser andrógino.

Este processo pode ser continuado, em direção a um heptagrama, uma estrela de 7 pontas, o movimento contínuo, o girar e girar, a criança está sempre pintando o 7, sempre em movimento, sempre aprontando, o 7 nunca para, se você aí parar será sugado para baixo, para o buraco escuro, este movimento não pode cessar. Se atravessá-lo criará uma estrela de 8 pontas, equilíbrio, movimento e ação, algo de profunda manifestação, enquanto o equilíbrio era estático, agora se move e se recompõe, nunca para...

Atravessando além, dando uma espécie de salto agora, podemos passar para uma base 12, como a roda zodiacal de 12 casas, ou os 12 meses do ano, ou um duplo tetraedro interlaçado, 12 arestas, a forma convencional da Merkabah, que é retratado por aí. Neste duplo tetraedro cada poliedro gira em determinado lado, criando assim um campo e este possibilita transcender os limites, ir além da matéria, possibilita mudanças físicas, mentais, astrais, emocionais.

Mas o 12 não cessa em si, o Cristo tinha 12 discípulos – 12+1 – pois tudo se fundia nele, no 13. O 13 seria a concretização do processo, a criação do Ovo Filosofal, da ressurreição da tumba, da ressurreição da Fênix, do voo do pássaro dourado, da passagem para outra realidade, o fim de um processo.

Mesmo na roda zodiacal, a espiral concêntrica visa o centro da roda, o 13 final e o 1 inicial, onde o processo se reiniciará de uma nova forma de um novo estado de ser.

Isto é tanto para as coisas grandes quanto para as pequenas, importantes ou de pouca importância, cada processo bem conduzido e perfeitamente realizado, propicia mudanças drásticas e enormes, é realmente um voo da Fênix, um salto diante do abismo para paragens seguras e melhores do outro lado.

A vida em si é uma passagem por tudo isso, é um processo de transformações que visam um despertar – uma mudança drástica de consciência – se será bem sucedida, depende da destreza do mago e da astúcia do momento, da vontade do operador e da sutileza de cada um dos elementos.

Bom, tudo isto é Magia, e nada disto é... Pois a Magia não cabe em palavras, não reside nos conceitos, ela é larga, ampla, suprema, as letras a desconhecem, a razão dela duvida, ela está além do que aqui foi dito, mas reside por trás de cada uma destas palavras, quem conseguir sentir, vivenciar com a Alma o que por detrás aqui está, entenderá, um pouco, do que é Magia.

Boa Sorte em seus Caminhos, que a real Magia os conduza em passo firme, em terreno sólido, para o lado de lá...


Jorge C. Neves

08/07/2021

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